Os presidentes das câmaras municipais da Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega e Barroso manifestaram indignação e desagrado pelo facto de a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, não ter comparecido a uma reunião convocada pela própria.
Os autarcas deslocaram-se ao Ministério da Saúde, em Lisboa, para debater as políticas públicas de saúde no âmbito do Serviço Nacional de Saúde na região. No entanto, sem terem sido previamente informados, foram recebidos pelo secretário de Estado da Saúde, Francisco Pinheiro Catalão.
O presidente da Câmara Municipal de Chaves, Nuno Vaz, considera a situação inaceitável e uma demonstração de falta de consideração institucional.
“Primeiro, não havia condições, porque a reunião foi feita na sequência de uma convocatória, e eu insisto: convocatória, não foi convite. Foi uma convocatória da senhora ministra.
Depois, naturalmente, aquilo de que estávamos à espera era que quem convoca estivesse presente e, portanto, não delegasse ou transferisse essa responsabilidade para terceiros.
Na nossa perspetiva, é essencial que, efetivamente, neste caso concreto, seja a senhora ministra a ter estas reuniões e a assumir as responsabilidades.
Primeiro, porque foram compromissos da própria, quer enquanto ministra, quer também enquanto primeira deputada eleita pelo distrito de Vila Real pelo PSD.
E, portanto, nessa perspetiva, consideramos, no mínimo, uma deselegância, mas verdadeiramente uma desconsideração da senhora ministra que, sem ter contextualizado e informado previamente, se fez representar sem ter dado qualquer informação.
Sendo certo que podia e devia, dizemos nós, ter sido adiada a reunião.”
Os autarcas estão disponíveis para reagendar uma nova reunião com a ministra da Saúde para uma “discussão séria, responsável e consequente sobre as necessidades da região” na área da saúde.
“Nós, antes de sair dessa reunião, dissemos que estamos disponíveis para ir novamente a Lisboa, na data que a senhora ministra entender, para podermos fazer a reunião que não tivemos ontem.
E é duplamente lamentável, porque estamos a falar de alguém que tem uma responsabilidade maior com este território, com o distrito de Vila Real, porque, naturalmente, ser eleita por um distrito enquanto deputada implica uma responsabilidade acrescida e um compromisso maior.
E não é apenas a ministra da Saúde. É alguém que, naturalmente, assumiu um compromisso com o território.”
Os presidentes de câmara do Alto Tâmega e Barroso recusaram reunir com o secretário de Estado da Saúde por entenderem que a importância dos assuntos a tratar exige um diálogo direto com a responsável política pela tutela da Saúde.
INFORMAÇÃO CIR (Escrito por Universidade FM)

