O ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, considera que não existem motivos para alarme devido ao vírus Shamonda. O governante reconhece que a doença pode ter impactos na saúde animal, mas afirma que, de acordo com a informação disponível, não existe risco de contágio para as pessoas.
“O impacto na saúde animal não é gravíssimo. Há problemas, em alguns casos, até com abortos nos animais e tudo isso.
Nunca houve, até hoje, um caso de transmissão para os humanos. Não há nenhum risco que se possa considerar premente nesse sentido.”
O governante refere que a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) está a acompanhar a situação e admite a possibilidade de serem concedidos apoios ao setor, caso se revelem necessários.
Sobre a eventual transmissão para humanos, José Manuel Fernandes referiu um caso registado em França, envolvendo uma pessoa que já se encontrava num estado de saúde muito grave, ressalvando que não é possível atribuir a morte ao vírus:
“Não se pode dizer que faleceu por causa desse vírus. E, portanto, aquilo que temos neste momento, em termos de dados e de informação, é que não há nenhum perigo de contágio para as pessoas.”
O ministro reconhece que ainda não existe um plano de erradicação nem uma vacina contra o vírus Shamonda. Defende, por isso, o reforço da prevenção, da investigação e da cooperação entre os países europeus para desenvolver vacinas eficazes e acessíveis:
“A minha mensagem é que não haja alarme, que não haja exageros. E o que é que é importante? É a prevenção, é absolutamente essencial.
É o investimento que temos de fazer a nível europeu numa investigação fortíssima, para termos vacinas para todo o tipo de vírus que começam a andar por aí, onde não há fronteiras.”
José Manuel Fernandes garante que as autoridades estão a monitorizar a situação e afirma que o Governo poderá apoiar o setor caso se justifique.
Questionado sobre o custo das análises, que pode dificultar a testagem dos animais, o ministro reiterou que ainda não existe um plano de erradicação nem uma vacina, defendendo o investimento em investigação à escala europeia para encontrar soluções eficazes e acessíveis.
No distrito de Bragança, terão sido identificados 50 bovinos infetados numa exploração em Santulhão, no concelho de Vimioso, segundo avançou o Jornal Nordeste.
A Rádio Onda Livre continua a aguardar uma resposta da DGAV sobre a situação no concelho de Vimioso.

