Jorge Cadete afirma que faltam enfermeiros na região

Fazem falta mais enfermeiros na região transmontana, sobretudo em algumas especialidades e também para que se evitem sobrecargas horárias dos profissionais.

Esta é uma das conclusões da visita à região por parte de Jorge Cadete, atual Presidente do Conselho Diretivo Regional do Norte da Ordem dos Enfermeiros, e que apresentou candidatura para renovar o cargo.

Em tempo de campanha eleitoral, Jorge Cadete tem visitado as unidades de saúde da região, onde confessa que tem encontrado enfermeiros desmotivados e pouco reconhecidos pelos serviços que prestam. Sob o mote da candidatura “Enfermagem com + valor”, Jorge Cadete pede mais reconhecimento público, político e económico para a profissão. Já sobre o rácio de enfermeiros no Nordeste transmontano, parece ser o adequado, de acordo com a OCDE, se não te tiverem em conta as especificidades da região.

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“Seguimos a indicação da OCDE, a nível da comunidade europeia, que para 1000 habitantes deveriam haver 8,6 enfermeiros. 

Apesar de tudo, nesta região, seguindo esses indicadores não estamos mal. O problema é que, cada um, quer dos países, quer das regiões, têm as suas especificidades. Estamos numa área geográfica muito dispersa, com distanciamentos grandes entre os lugares e freguesias e com o relevo próprio da natureza geográfica dessa região. E, por isso, não podemos ter estas distribuições equitativas para todas as condições.

Por isso é que nós achamos que, pelo indicadores da OCDE, o nordeste não está muito deficitário mas o problema é que as condições regionais são diferentes. Daí a acharmos, e é o que vamos ouvindo dos colegas, que há falta de enfermeiros, principalmente nos cuidados de saúde e unidades funcionais da ULS que estão mais distantes dos centros urbanos.

A Unidade Local de Saúde abriu recentemente um concurso para uma bolsa de contratação para 80 profissionais, dos quais cerca de 30 estarão já a ser chamados. Números considerados insuficientes, ainda assim, por Jorge Cadete.

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“Contudo, mesmo assim achamos que ainda é necessário contratar mais enfermeiros porque não podemos continuar a ter os serviços com os rácios mínimos. Temos de ter os serviços com os rácios adequados porque, normalmente nesta altura do inverno há uma maior influência dos utentes aos estabelecimentos de saúde e, por isso, eles devem ser adequados e não mínimos conforme temos vindo a verificar.”

E, em algumas especialidades, fazem falta, na opinião de Jorge Cadete, mais enfermeiros.

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“Para melhor seguir as grávidas, as mães e os recém-nascidos, precisamos de enfermeiros especialistas a seguir e a apoiar muito a reabilitação e readaptação dos doentes que, por algum problema de doença, ficaram com alguma incapacidade. Também em outras áreas, como são exemplos a saúde mental e comunitária, precisamos de especialistas aqui no nordeste e sentimos que aqui há falta deles. É algo que não tem só a ver com o rácio de enfermeiros por mil habitantes mas também com o facto de se ter esses especialistas nos rácios adequados.”

Algumas impressões recolhidas na visita ao Nordeste transmontano por parte de Jorge Cadete, a apresentar aos profissionais a sua candidatura à Ordem dos Enfermeiros, com eleições marcadas para dia 15 de dezembro. Ontem, a comitiva passou por Mirandela e Macedo de Cavaleiros. Hoje, por Bragança.

Escrito por ONDA LIVRE