Ao longo das últimas semanas, foi apresentado o filme “Até ao canto do galo”.
Em ante-estreia, a longa-metragem, que se pode incluir no cinema alternativo, passou por Lamego, onde foi rodado, Lousada, Vila Real, Macedo de Cavaleiros e Tondela, locais determinantes para a rodagem do filme.
É a primeira produção da Companhia de Teatro Peripécia. Esta semana, na passagem por Macedo de Cavaleiros, Sérgio Agostinho, ator e um dos criadores, levantou o véu sobre esta história.
“A história inspira-se no universo auto-biográfico dos atores e da companhia.
O argumento são 3 atores que se encontram fechados num teatro, e, ao mesmo tempo, esse não é um espaço real. É um pesadelo que estão sonhar ao mesmo tempo, na mesma noite. E é-lhes posto um desafio: criar o espetáculo que estão a criar na vida real. Mas terão de o fazer até ao nascer do dia, caso contrário terão de renunciar ao teatro.”
Atores portugueses e espanhóis, que se fundem, como nas peças de teatro. Lamego foi o local escolhido, onde o palco do teatro serviu de cenário ao filme.
“Neste filme estão representados dois países, Portugal e Espanha, visto que os atores são daí oriundos.
A região está representada, mas a nível indireto, porque o filme foi todo rodado no Teatro Ribeiro e Conceição, que foi restaurado, em Lamego.
Foi o teatro que apoio desde o início esta produção, cedendo as instalações para rodar nele o filme.”
Para já, ainda não há um local definido para a estreia do filme. Sérgio Agostinho revela que não foi fácil conseguir concretizar este projeto, cuja ideia surgiu há mais de 3 anos.
“Em 12 anos de trabalho da Companhia, este foi o mais difícil de realizar.
A principal é o cinema ser uma arte deslumbrantes, mas que exigem fatores financeiros.”
“Até ao canto do galo” conta na banda sonora com músicas de nomes sonantes, como os Melech Mechaya. A realização ficou a cargo de Ramón De Los Santos.
Há esperança de que possa chegar ao cinema ou à televisão, mas para já o que é certo é que ficará disponível em DVD.
Escrito por ONDA LIVRE


