O anúncio do corte no financiamento do Estado para novas turmas do 5º, 7º e 10º anos, ou seja, de início de ciclos, em colégios privados, em zonas onde existam escolas públicas, já motivou reações por Macedo de Cavaleiros.
Ora, no concelho macedense, existe uma escola privada nesta situação, o Colégio Ultramarino de Nossa Senhora da Paz, na aldeia de Chacim.
Edgar Fragoso, vice-presidente da Concelhia local do PSD, salienta o trabalho desenvolvido pela instituição, ao dizer que este não é um colégio “de ricos”.
“Acolhe muitas crianças de concelho e de fora, com dificuldades económicas, muitas até em acompanhamento pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens ou encaminhadas pelo tribunal.
Não é, como o Governo quer fazer transparecer, um colégio “de ricos”. E, claro, a nossa preocupação está no ensino e na educação, associado à perda, eventualmente, de postos de trabalho, e de alunos no nosso concelho.”
Na opinião do partido, que emitiu um comunicado sobre a questão, cada caso deveria ser analisado previamente pelo Governo, antes de qualquer corte.
“Emitimos este comunicado no sentido que o Governo veja caso a caso, que não faça estas alterações uma tábua rasa, para que onde haja escolas públicas possa continuar a haver um colégio deste género.”
Também o município de Macedo de Cavaleiros mostra preocupação com a possibilidade da perda deste financiamento. O autarca local, Duarte Moreno, garante que estão a intentar uma reunião com a tutela para discutir este corte.
“A Câmara Municipal, e eu em concreto, vemos com alguma preocupação esta situação.
Estamos a envidar esforços para podermos ter uma reunião com a tutela, no sentido de saber o que se passa neste caso.
Claro que é uma machadada para Chacim. Vemos com bons olhos que se mantenha, porque é necessária também para o concelho.”
Em todo o país, há 81 colégios que recebem apoio estatal. Pelo menos 10 já prometeram avançar com providências cautelares para travar o despacho governamental que coloca em prática esta medida.
Escrito por ONDA LIVRE


