A maior percentagem de professores em mobilidade por doença está no Norte, mas a fiscalização eventuais fraudes é insuficiente. Bragança não é excepção.
No quadro de zona pedagógica 2, que inclui os distritos de Bragança, Vila Real e a zona do Douro Sul, 1347 professores pediram mobilidade por doença, o que inclui doença do próprio, de ascendentes ou descendentes, quando em Lisboa há menos de 250 professores que recorrem a este mecanismo.
O Secretário de Estado da Educação, João Costa, admitiu ontem em Bragança que há dificuldade de fiscalização devido ao elevado número de casos:
“É um problema complexo por duas razões: primeiro porque está às vistas que algo se passa no norte, pois é nesses quadros que temos os mais elevado pedidos de mobilidade por doença.
Há alguma dificuldade de fiscalização porque, dado o volume das mobilidades, não conseguimos ter juntas médicas para avaliar a todos. Porém, há sempre um processo de acompanhamento para detetar casos que possam não ser razoáveis, e há denuncias que são sempre alvo de inspeção e de averiguação. “
O secretário de estado da educação referiu que não está em discussão qualquer alteração à abrangência geográfica do quadro de zona pedagógica, no entanto, João Costa destacou que, depois do concurso deste ano, haverá mais estabilidade para os professores.
“Nestes últimos dois anos, temos tentado garantir que conseguimos fixar pessoas nas escolas, sobretudo através da vinculação extraordinária, e também nos quadros de zona pois é muito importante que quando alguém concorre para uma escola, queira lá ficar. O facto de termos este concurso, e infelizmente este ano tivemos de o repetir, dá-nos uma estabilidade de 4 anos. Assim, os professores colocados, vão ficar durante esse tempo nas escolas. Isso é bom para garantir estabilidade e fazer com que as pessoas possam organizar a sua vida com alguma perspetiva de estabilidade e, por sua vez, é também importante para as escolas pois permite dar continuidade a projetos e ao acompanhamento de alunos. É muito importante que as equipas estejam estáveis. “
Declarações ontem em Bragança, no III Encontro de Boas Práticas Educativas. Uma iniciativa que segundo Elisete Afonso, a Directora do Centro de Formação da Associação de Escolas Bragança Norte, tem cada vez mais participantes.
“O número de participantes cada vez aumenta mais, o que nos pode vir a obrigar, no futuro, a adoptar um novo figurino, transferindo o encontro para outro espaço porque este já começa a ser demasiado pequeno para acolher tanto público. A formação contínua é indissociável do desenvolvimento profissional.”
Entre ontem e hoje, 350 docentes participaram neste Encontro de Boas Práticas Educativas na escola Emídio Garcia, em Bragança.
INFORMAÇÃO CIR (Rádio Brigantia)

