Isso mesmo confirma o vice-presidente do município de Macedo, Rui Vilarinho:
“Há uma semana atrás estava com 80% do seu limite de pleno armazenamento e sabendo que, neste momento, as ribeiras e afluentes já correm de forma considerável, perspetivámos, na altura, que uma semana chegaria para encher, e constatámos que sim. Já encheu, já foram abertas as comportas e agora há que gerir esse processo, que é da competência das Águas do Norte.
De qualquer forma, estamos satisfeitos porque garantidamente que este ano já não teremos problemas com reservas de água.
O Azibo já chegou à quota de 601.30, que é o valor razoável sem risco de cheias.
Há que gerir as entradas e saídas de forma a que não passe desse valor ou diminua, pois essa é a quota que dá sustentabilidade ao Azibo e garante a todos equilíbrio no que concerne à rega, turismo e abastecimento de água para a comunidade.”
Como consequência, também o caudal do Rio Azibo subiu, o que pode afetar os terrenos agrícolas próximos das margens, sendo esta uma situação à qual está mais suscetível a aldeia de Vale da Porca:
“A aldeia mais vulnerável nesse aspeto é Vale da Porca e a sra. presidente de junta já tinha tido essa preocupação.
O Rio Azibo agora irá ter um maior caudal por via da entrada a montante das águas provenientes do Azibo.
Parece-me que, tirando Vale da Porca, nenhuma das outras aldeias tem problemas com o seu território, pois quer nos Olmos, Lombo ou Chacim, os níveis onde passa o Rio Azibo são mais profundos e não põem em causa o equilíbrio agrícola.”
A recuperação da plenitude da capacidade de água do Azibo deixa também a certeza de que mesmo que se avizinhem meses de seca, já não acontecerá o mesmo que em 2022:
“Teremos uma folga maior do que tivemos este verão passado.
Nesta altura, no ano passado, não estávamos nestes níveis, nem pensar.
Se não chover durante a primavera, com a evaporação, consumo humano e, a partir de maio, com a rega, se não houver reposição de água irá naturalmente baixar.
De qualquer forma o ano passado não atingíamos estes valores e, como tal, não iremos, de forma alguma, ter os problemas que tivemos o ano passado.”
A Albufeira do Azibo a recuperar a capacidade total de água, depois do ano de seca ter feito baixar os níveis, embora sem chegar a valores preocupantes.
Escrito por ONDA LIVRE


