António Ramos quer “Associação em Movimento” com política de próximidade

 

O candidato à Associação de Futebol de Bragança considera que uma apatia generalizada se abateu sobre os clubes da região e considera premente uma mudança.

António Ramos, 45 anos, natural de Torre de Moncorvo e com um vasto currículo no mundo desportivo candidata-se às eleições para a entidade que gere o futebol e o futsal no distrito de Bragança, e que estão agendadas para este sábado.

O candidato revela o propósito de se lançar neste desafio e frisa que não se revê na política da atual administração da A.F.B.

António Ramos salienta que os clubes do distrito de Bragança anseiam por uma mudança e o slogan é “Associação em Movimento”.

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“Contratei várias pessoas, tentei sensibilizar outras tantas para que se fizesse uma reflexão para uma mudança do que estava instituído na instituição. Houve pessoas que encararam esta situação positivamente mas houve outras pessoas que disseram que não valia a pena porque estava um ciclo vicioso instituído e é difícil conseguir-se alterar. Há uma apatia generalizada na associação, houve pessoas que se abraçaram a mim, dirigentes e pessoas que estavam envolvidas, disseram-me que eu era um homem de coragem por me candidatar à associação, não sei qual é a coragem de uma pessoa se candidatar à associação. Não tenho nada contra o Sr. Jorge Nogueira, não me revejo minimamente nas leis de conduta que ele tem na instituição. Há um ciclo vicioso que vem de há 46 anos neste envolvimento e faz com que isso aconteça. Nós estamos aqui para tentar mudar o que está instituído e para, em vez desta apatia, tentarmos dar uma dinâmica diferente a esta associação daí o mote da nossa candidatura que é “Associação em Movimento””.

O candidato salienta que o futebol e futsal feminino não podem ser esquecidos e conta que pretende estabelecer protocolos com associações vizinhas, como Guarda ou Vila Real, assim como uma aposta crescente na formação.

António Ramos enumera algumas das mudanças que considera imprescindíveis na orgânica administrativa da A.F.B.

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“A mudança começa no plano administrativo porque há muita gente que trabalha na associação e têm um subsídio, ninguém sabe de quanto é esse subsídio, ninguém sabe quanto é que o presidente ganha, ele tem um subsídio que não deve ter, pode ter despesas de representação mas não deve ter um subsídio permanente e fixo por mês. Não é só o presidente, são os membros do concelho de arbitragem, o secretário-geral que está lá há muito pouco tempo e usufrui de um subsídio. Se, eventualmente, eu ganhar vai haver uma reformulação administrativa em todo funcionamento da associação. Tem que haver um secretário-geral que tem que ser o braço direito do presidente e de confiança. O coordenador técnico, que é o responsável por todas as equipas do distrito e da seleção em que vão participar em todos os torneios, também tem que ser um homem de confiança da direção. Queremos a mudança no sentido de trazer mais vitalidade para o distrito, trazer outros eventos que não tem havido, trazer jogos internacionais que há muitos anos não há, exigir jogos internacionais. Queremos dimensionar, promover, fomentar o futebol e futsal.”

Com uma política de proximidade entre agentes desportivos e consolidar uma maior intervenção dos mesmos na politica associativa, salvaguardando sempre os interesses desportivos do clube é o propósito de António Ramos.

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“Esta dinâmica é conseguida com pessoas com motivação, pessoas com conhecimento da área. A lista foi escolhida de forma transversal dos clubes, ou seja, há representatividade dos clubes enquanto na lista do Jorge Nogueira a representatividade cinge-se a Bragança e o resto do distrito não pertence à Associação de Futebol de Bragança. Eu costumo dizer que nós não queremos uma associação dos de Bragança de futebol mas que queremos uma associação de futebol de Bragança com algumas pessoas de Bragança. Macedo de Cavaleiros, Moncorvo, Freixo também somos do distrito de Bragança e temos legitimidade de estar na Associação de Futebol de Bragança, devemos ter essa representatividade. É do nosso interesse manter uma linha transversal à representatividade dos clubes para que haja mais isenção, maior transparência e para que os clubes não tenham em mente que a instituição está ali para impor mas sim para sensibilizar e para, em parceria com os clubes, trabalharmos em conjunto.”

Recentrar a Associação na sua vocação: a promoção, o fomento e o desenvolvimento do Futebol/Futsal Distrital.

Garantir a sustentabilidade e apostar na formação, desenvolvimento e descentralização da organização.

Credibilizar a arbitragem, a justiça desportiva e a verdade desportiva.

Aproximar o futebol de toda população enquanto agente social de referência.

Reconquistar o respeito dos Clubes e das instituições nacionais, são as linhas gerais em que assenta a candidatura.

António Ramos vai disputar a corrida à liderança da Associação de Futebol de Bragança com Jorge Nogueira, presidente da A.F.B há 46 anos.

As eleições estão marcadas para este sábado, das 15h às 18 horas.

 

Escrito por Onda Livre