A Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte está a sensibilizar os agricultores para comprarem apenas castanheiros certificados para plantação. Esta é uma das medidas contempladas no Plano Nacional de Controlo da Vespa das Galhas do Castanheiro, que já foi apresentado em Bragança.
A subdirectora da Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária, Paula Carvalho, alerta os produtores de castanha para a importância de comprar apenas árvores de viveiros certificados.
“É a necessidade do agricultor valorizar a compra de uma planta que foi controlada, que foi proveniente de um viveiro que está devidamente licenciado e controlado pelos serviços oficiais.
A compra de plantas que não sejam controladas e que não tenham o minimo de garantia em que não há risco é um risco acrescido ao produtor, portanto apelamos que os produtores valorizem este trabalho que é fundamental, que é o trabalho dos viveiristas que valorizem a qualidade das plantas porque de fato vai-lhes trazer benefÍcios nos seus próprios pomares, pois vão instalar plantas que estão com alguma garantia sanitária e qualidade.”
Os serviços de DRAPN estão a apostar na prevenção desta praga na região de Trás-os-Montes, que produz cerca de 85 por cento da castanha a nível nacional. A vigilância nos novos soutos é a prioridade.
“Estamos seriamente preocupados com a salvaguarda aqui da principal região de produção de castanha que é esta região de Trás-os-Montes.
A Direção Regional de Agricultora e Pescas do Norte tem vindo já há vários anos a fazer trabalho de vigilância dos soutos de castanheiro e vai ser priorizado os recentes que são os de maior risco, que poderão ter vindo com plantas que eventualmente tenham vindo contaminadas e que importa verificar todas as novas plantações.”
O primeiro foco desta praga foi detectado em Junho passado, na zona do Minho, onde vai ser iniciada a luta biológica antes da próxima campanha de apanha da castanha. O parasitoide vai ser comprado em França ou Itália, países onde esta praga já fez muitos estragos. O secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agro-Alimentar, Nuno Brito, defende que o parasitoide pode e deve passar a ser produzido também em Portugal, aproveitando fundos do próximo quadro comunitário de apoio.
O Instituto Politécnico de Bragança já está desenvolver trabalho de investigação na área do parasitismo e também está a estudar o comportamento da vespa na zona do Minho, com a realização de campos de ensaio que vão permitir saber qual o momento oportuno para iniciar a luta biológica.
Informação CIR (Rádio Brigantia)


