Ao final do dia, nova visita aos números de adesão à greve dos trabalhadores da saúde, que cumprem até à meia-noite 24h de paralisação.
Começamos por Vila Real, onde ao final do dia António Serafim, representante do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte fixou a adesão no Hospital de São Pedro em Vila Real cerca 70% dos trabalhadores não compareceram e alguns serviços garantiram apenas os serviços mínimos. No outro hospital do Centro Hospital de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Chaves, a adesão está nos 80%.
No distrito de Bragança, os últimos números chegaram ao início da tarde pela voz de João Lourenço, coordenador geral do sindicato, que dizia que em Bragança os resultados da greve não estavam condicentes com o resto do país.
Uma greve que contesta a municipalização dos cuidados de saúde primários, a entrega de hospitais do Serviço Nacional de Saúde às Misericórdias, bem como melhorias nas condições de trabalho.
António Serafim considera que com a realidade atual do setor da saúde estão em causa as funções sociais do Estado.
A nível nacional, a greve terá tido uma adesão de 80%, segundo os números do sindicato.
Os números finais de adesão à greve no nordeste transmontano continuam por apurar, dado que não foi possível novo contacto com o representante do distrito de Bragança. Os dados disponíveis dizem respeito ao período da manhã, onde nos centros de saúde, houve 58% de adesão na Sé (Bragança) e 50% em Izeda, que não realizaram consultas. Torre de Moncorvo, Vinhais e Alfândega da Fé devem ter ficado abaixo dos 50%. Em Miranda do Douro e Macedo de Cavaleiros não houve adesão significativa. Sobre os restantes concelhos, não foram disponibilizados quaisquer dados pelo sindicato.
No distrito de Vila Real, no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, o Hospital de São Pedro, Vila Real, registou uma adesão de perto de 70% e algumas valências estiveram em serviços mínimos. Em Chaves, 80% faltaram ao trabalho. Segundo avança o sindicato ao final do dia, o mesmo aconteceu nos centros de saúde, com uma concordância de 100% em alguns concelhos.
Escrito por ONDA LIVRE


