Natural.pt quer unir investidores privados em áreas protegidas

Valorizar as áreas protegidas e promover o trabalho em rede para oferecer uma experiência diferenciada a quem as visita.

É este o principal objetivo da marca Natural.pt, uma iniciativa do Ministério do Ambiente, e que ontem foi apresentada em Macedo de Cavaleiros por João Farinha, o coordenador nacional do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.

reduzido 3

“A marca Natural.pt surgiu há cerca de um ano e meio, e quer valorizar e tentar sensibilizar as pessoas para o território das áreas protegidas. Territórios esses que vemos com bons olhos vir a alargar num futuro próximo.

Neste momento, o que nós pretendemos é que as pessoas reconheçam o que se produz de melhor, sobretudo a nível de serviços, dentro de uma área protegida. E a marca permite isso. Queremos que sintam também que podem encontrar uma rede com informação, que nós aos poucos queremos desenvolver.

Quando os visitantes entram nestas áreas protegidas, queremos que sintam que há informação para eles, há produtos diferenciados. Isto não é propriamente uma certificação, mas dá outra garantia, sobretudo ao nível do conhecimento.”

A sessão de ontem foi dedicada aos empresários do concelho, que podem registar os seus produtos e serviços nesta plataforma. Uma iniciativa à qual só os investidores das regiões abrangidas por áreas protegidas podem aderir, e deste modo, trabalhar em rede. O convite é extensível aos pequenos produtores.

reduzido 3

“Podem aderir (os pequenos produtores), mas claro que há regras.

Nem toda a gente pode fazer, mas podem associar-se. Tentámos que as lojas, os estabelecimentos e mesmo a restauração, aos poucos e poucos, comecem a utilizar estes produtos locais da marca Natural.pt no seu dia-a-dia. Por exemplo, que no pequeno-almoço serviço fosse incluído do produto da marca, que as lojas vendessem, e que os artesãos aderissem. E que os empresários se promovessem mutuamente, uma coisa que por vezes é difícil. Ou seja, se tiver um alojamento e se estiver lotado, aconselhar outro aderente na região.”

As câmaras municipais são parceiras neste projeto, por serem um meio facilitador para chegar ao contato com os privados. Rui Costa, Vereador do Turismo, acrescenta que os produtores têm muito a ganhar ao aderir a esta marca, e lembra que já há uma classificação Natural.pt no concelho.

reduzido 3

“Têm muito a ganhar, porque vão ter divulgação gratuita, num portal e em eventos nacionais, onde se vão poder encontrar os produtos na nossa região, que tem a tipicidade, de ser área protegida e de pertencer à Rede Natural.

No concelho, já há uma classificação, quase única no país, e a primeira que foi feita em termos do património imaterial. Estou a falar dos Caretos de Podence. E, vai daí, temos uma diversidade imensa de produtos da nossa região, seja na gastronomia ou nos serviços turísticos.”

Entre os empresários presentes, o parecer é positivo. Sérgio Borges, da Nordeste Aventura, uma empresa de animação turística, e Pedro Franco, do restaurante Dona Antónia, são dois dos futuros aderentes.

reduzido 3

Sérgio Borges – É um projeto ambicioso, a nível nacional, e que já trouxe mais-valias a outras regiões. Penso que para a empresa, e no geral, para a região, este projeto pode trazer aquilo que queremos todos, que são mais aderentes.

Jornalista – Vai aderir a esta marca Natural.pt?

Sérgio Borges – Já estamos a aderir à marca. Faltam alguns pequenos pontos para concluir a candidatura.

Pedro Franco – É sempre uma mais-valia estarmos inseridos num projeto assim a nível nacional, podendo ser também a nível internacional, o que só pode trazer benefícios, obviamente.

Jornalista – Estão a pensar aderir?

Pedro Franco – Sim. Não se perde nada, é gratuito, e no futuro pode ser vantajoso.”

Atualmente, a nível nacional, já há 200 registos aprovados, que agora ostentam o símbolo Natural.pt.

 

 

 Escrito por ONDA LIVRE