Atos de vandalismo regressam a Abambres

Regressaram os atos de vandalismo à freguesia de Abambres, no concelho de Mirandela. Oito meses depois dos últimos episódios de destruição de património da aldeia, agora apareceu pintada de preto uma placa de sinalização de monumentos a visitar na aldeia, tal como alguns bancos públicos.

O presidente da junta, José Madureira, não contém a indignação.

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“Era uma placa que dizia quais os monumentos a visitar na aldeia de Abambres. Já está lá há mais de dois anos, e, qual não é o meu espanto, quando vejo que está toda pintada preta por cima.

Foi um novo ato de vandalismo, que regressa 8 meses depois, em especial à aldeia de Abambres.

Nos bancos, tínhamos colocado umas listas, que davam iluminação à noite, até para os veículos, e das quais as pessoas gostavam. Também foram pintados de preto.

Aquilo é pertença da Junta de Freguesia. Se vêem que alguma coisa está mal, há assembleias e portas abertas. As pessoas podem dirigir-se lá e expor as suas ideias. Pensei que já teria acalmado até às próximas eleições, mas começaram novamente. E ainda falta algum tempo até irmos a votos. Acho que deviam deixar trabalhar, e, depois, que se candidatem, porque isto é livre.

O que me estão a fazer é uma vergonha.”

Desde que tomou posse, em Outubro de 2013, José Madureira já apresentou nove queixas de atos de vandalismo à GNR. Editais queimados, destruição de uma cabine telefónica, bancos públicos, um tanque tradicional com pedras de xisto e um fontanário. São apenas alguns dos episódios registados.

Eleito nas autárquicas de 2013, pelo CDS, José Madureira ganhou por dois votos ao PSD, terminando um ciclo de mais de duas décadas de poder social-democrata.

O autarca não tem dúvidas que estes atos de vandalismo são uma vingança política

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“O 25 de Abril foi há mais de 40 anos, e nunca ali tinha havido nada. Até que eu ganhei as eleições.

Dizem que o que eu faço está sempre mal, porque eles (os anteriores mandatos) faziam o que queriam, e ninguém lhes dizia nada.

É uma vergonha o que me estão a fazer. Deviam respeitar o voto do povo. Daqui a cerca de um ano e meio, se virem que eu não trabalhei, então que votem noutra pessoa, para que faça melhor.”

Oito meses depois, regressaram os atos de vandalismo à freguesia de Abambres, no concelho de Mirandela, com destruição de património.

Informação CIR (Rádio Terra Quente)