5-3 no marcador do Municipal de Macedo de Cavaleiros, este sábado, no primeiro jogo das meias-finais, que pôs frente a frente o GDM e o Vale de Madeiro.
Uma primeira parte partida, com oportunidades para ambos os lados, mas foi o Vale de Madeiro quem acabou por se chegar à frente, perto do apito da primeira parte, por intermédio de Daniel Sá.
Na segunda parte o GDM reagiu, com Luciano a repor a igualdade. Ricardo e Rodas aumentaram a vantagem. José Luís voltou a reduzir, mas Patrick consolidou o resultado. Perto do final, tempo para Daniel Sá voltar a fazer das suas, e mesmo sobre o apito final penálti a favor da equipa da casa, com Rodas a não desperdiçar e a carimbar os 5-3 finais.
O jogo fica ainda marcado por 2 expulsões, uma para cada lado, de Rocha e José Luís, ambos por acumulação de amarelos.
No final da partida, Rafael Pinheiro, treinador do Vale de Madeiro, diz sentir que a sua equipa cresceu desde o último encontro, mas considera ainda que a arbitragem não ajudou.
“Penso que sim, e isso fica demonstrado. No último jogo que fizemos aqui, conseguimos equilibrar até ao fim, mas passamos o jogo em processo defensivo, talvez devido à condição física e ao número de treinos, que não nos dava outra opção.
Hoje o jogo foi mais dividido, Nós atacámos, eles atacaram. Mas o GDM teve mais eficácia, e justifica-se a vitória deles.
A arbitragem acabou por condicionar. Não durante o jogo todo. Na primeira parte, as três equipas estiveram em grande plano. A única que não conseguiu manter o nível até ao fim foi a de arbitragem. Desestabilizaram os jogadores e o público, e isso nunca é bom. Esperamos que de uma próxima vez estejam melhor.”
Fica o GDM em vantagem no playoff. Rafael Pinheiro diz que foi a eficácia a decidir o jogo.
“Arrancar na frente tem sempre as suas vantagens. Cabe-nos a nós ganhar mais uma vez do que eles. Está mais fácil para eles, já com uma vitória, do que para nós. Eles ficaram numa posição melhor na primeira fase, e isso também diz alguma coisa em termos de trabalho.
Já em termos de jogo jogado, não fica demonstrado isso. Foi um jogo equilibrado, que qualquer uma das equipas podia ter ganho. Eles estiveram bem na altura dos golos.
Quanto às expulsões, uma para cada lado, acho lamentável. A nossa, ninguém percebe o porquê. O primeiro amarelo do GDM também não faz sentido. Agora estes dois jogadores ficam de fora, e se calhar era evitável.”
Já do lado da equipa da casa, João Carlos confessa que o golo à boca o intervalo veio complicar a estratégia de jogo.
“Ia dizer nos balneário “parabéns a todos por não termos sofrido”.
Depois, sofremos aquele golo, deu-me a volta à cabeça pensar que fizemos uma primeira parte tão boa defensiva, e no segundo erro que fazemos, sofremos golo. Mas, é mesmo assim.”
E as polémicas recentes à volta da Associação de Futebol de Bragança parece ter mexido nos clubes, admite João Carlos.
“Afetou e muito.
Um campeonato onde se passam 6 meses a competir, e agora estivemos um mês paramos. Treinamos para jogar ao fim-de-semana, mas não nos deixaram jogar durante um mês.
A ansiedade é enorme. Tudo isso ficou demonstrado neste jogo, com as 2 expulsões. Nos outros jogos que tivemos com o Vale de Madeiro, houve poucos amarelos, quanto mais um vermelho. Não digam que é porque estamos nas meias-finais. Isto é fruto do que se passa na AFB.”
No próximo encontro, que também se disputa em Macedo, Rocha, do GDM, e José Luís, não poderão jogar.
No intervalo do jogo foi entregue a taça ao Benjamins, que se sagraram campeões distritais.
Escrito por ONDA LIVRE



