Reorganização do território e preocupações sobre a região partilhadas com Rui Rio

José Silvano, deputado do PSD eleito por Bragança, aproveitou a presença de Rui Rio para falar sobre a organização do território e a nova legislação, a entrar em vigor até ao final do ano, e que dita a eleição direta dos presidentes das áreas metropolitanas. Uma “regionalização elitista”, nas palavras do deputado.

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“Não consigo entender que se avance para um sistema eleitoral de organização do território onde, no final, duas áreas metropolitanas têm o privilégio da eleição, para que tenham representatividade, força, e para que possam representar os cidadãos. Mas  depois as outras comunidades intermunicipais, por serem menores, do interior, ou do litoral, mas pequenas, não terem força nenhuma para porque não são eleitas diretamente, são sim eleitas indiretamente pelos respetivos presidentes de câmara.

No meu entender, temos aqui uma assimetria evidente: quem tem representação e mais força junto do ministro, são essas 2 personalidades, porque representam quase metade da população em Portugal. Não estou a ver o que possam fazer os outros organismos descentralizados, quando há pessoas legitimadas e que governam essas 2 áreas. O que farão as outras comunidades intermunicipais, e onde se farão ouvir?

Se isto for para a frente, será uma regionalização elitista.”

Rui Rio disse ainda não ter opinião formada sobre o assunto.

Mas havia mais perguntas para responder. Jorge Fidalgo, líder da distrital laranja de Bragança e presidente da autarquia de Vimioso, quis saber o que Rui Rio acha que se pode fazer pela região.

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“Qual pensa que será o futuro em territórios chamados de baixa densidade, como o meu concelho, que cada vez tem menos gente, onde só o investimento pode travar este declínio. Isto é grave, porque um território sem gente vai trazer mais preocupações e mais custos do que um território que tenha gente.

Tantos investimentos foram feitos nestes territórios, e criam-se infraestruturas, mas agora não há gente para usufruir delas.

Que modelo organização, e qual o futuro destes territórios, num país que está totalmente desequilibrado?”

E Rui Rio respondeu.

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“Obviamente tem de haver imaginação por parte dos autarcas locais para, juntamente com a administração central, criarem e inventarem o que pode ser feito para valorizar o território do interior que está injustamente, e posso mesmo dizer, estupidamente, desvalorizado.”

Algumas das perguntas lançadas a debate na conferência “40 anos de Regime. O que mudar”, que aconteceu sexta-feira, em Macedo de Cavaleiros.

Escrito por ONDA LIVRE