As culturas agrícolas saem beneficiadas com a proximidade de apiários, e por isso deveria ser um serviço pago.
O professor da Utad e responsável pelo projeto Laboratório Apícola, é quem defende esta ideia. Paulo Russo considera que seria justo desta forma, até porque o agricultor é quem sai mais beneficiado.
“A presença de colmeias é sempre um benefício, e, normalmente, partilhado. Para densidades moderadas, a apicultor também beneficia das culturas agrícolas e das flores selvagens, como é óbvio.
Se o objetivo for maximizar a polinização, esse serviço tem de ser obrigatoriamente pago, porque a densidade de colónias não é compatível com a produção. Ter abelhas perto, em quantidades moderadas, é gratuito até agora, e beneficia sempre mais o agricultor do que o apicultor.”
Em Portugal ainda não é necessário pagar para ter abelhas perto das culturas. Mas nos Estados Unidos isso já acontece.
“Em Portugal ainda não há essa cultura, mas nos Estados Unidos fazem-se contratos. As próprias colónias, quer em termos de população, quer em termos de quantidade de colónias e localização, são controladas, e muito bem pagas. Não tenho presente valores em concreto, mas há apicultores que vivem só disse, e que fazem milhares de quilómetros em transumância de cultura em cultura.”
E o setor apícola ainda tem margem para crescer na região transmontana, na opinião de Francisco Rogão, grão-mestre da Confraria do Mel.
“Ainda há muito espaço livre, e apiários que têm poucas colmeias.
Acaba por ser, do ponto de vista socioeconómico, importante, numa região onde temos muito desemprego. A apicultura acaba por ser um escape para muitos deles, que saem das faculdades e não têm emprego.”
Os jovens a apostar na apicultura para fugir ao desemprego.
Escrito por ONDA LIVRE

