O Bloco de Esquerda questionou o Governo sobre o processo de desqualificação recente de dois troços da Linha do Tua, agora entregues a uma empresa privada de turismo.
Heitor de Sousa, deputado bloquista, considera que seria importante para a opinião pública que os documentos onde as autarquias se expressam a favor desta decisão fossem revelados, isto para que se possa perceber as razões que levaram agora a defender uma opinião contrária à que defendiam nos últimos anos.
“Os cidadãos têm o direito de saber quais as razões que justificam que as câmaras municipais tenham mudado de opinião. Porque ainda há poucos anos, na altura em que foi interrompido o processo de circulação de comboios na Linha do Tua, antes mesmo da construção da barragem, em 2009, creio, todos estavam de acordo que a linha tinha de voltar a funcionar, que os cidadãos tinham que voltar a ter acesso ao comboio.
O que é que mudou de tão fundamental nestes anos para que estas posições tenham sido abandonadas. Do ponto de vista da democracia é importante que se percebam as razões desta mudança radical de opinião das autarquias.”
E o Bloco quer ainda saber o que vai acontecer ao transporte público, nomeadamente nos 16km de linha onde ainda circula o Metro de superfície.
“A nossa maior preocupação é perguntar ao Governo o que vai acontecer ao serviço público de transporte ferroviário, que está incluído na Declaração de Impacte Ambiental e nos compromissos que a EDP assumiu perante as populações, de repor um serviço público de transporte ferroviário na parte que não ficaria inundada com a construção da barragem.
Esse compromisso político não está, a nosso ver, completamente assegurado na resolução de Conselho de Ministros. E é por isso que insistimos tanto nesta questão, naquilo que resta da Linha do Tua.”
São, no total, 7 as perguntas colocadas pelo Bloco de Esquerda ao Governo, sobre a desqualificação da Linha do Tua. O partido quer saber qual o futuro desenhado para o troço que não vai ficar submerso pela Barragem.
Escrito por ONDA LIVRE


