A Associação Sistema Terrestre Sustentável, Zero, com base em dados disponibilizados pela Entidade Reguladora da Água e dos Resíduos (ERSAR), divulgou um estudo em que concluiu que “cerca de 30% da água captada, tratada, transportada, armazenada e distribuída, e que correspondem a 242 milhões de metros cúbicos/ano, não chega a ser faturada aos utilizadores, o que equivale a perdas económicas estimadas na ordem dos 235 milhões de euros/ano”.
Macedo de Cavaleiros encabeça a lista dos municípios do país com mais desperdício, com 77,3% de perdas com 11 658 alojamentos considerados. Dados referentes a 2015, e que neste momento já não transmitem a realidade, garante Carlos Barroso, o vice-presidente da autarquia.
“Em 2015 era verdade. Como os dados da ERSAR são publicados com um diferencial de dois anos, temos que aceitar que aqueles valores, naquele momento, eram uma realidade. Já a conhecíamos, e por isso atuamos imediatamente.”
Carlos Barroso avança mesmo números recentes, que são também resultado de um trabalho que tem vindo a ser feito neste âmbito.
“Posso referir que, neste momento, das perdas que aconteciam em 2015, dados de há um mês, já reduzimos na ordem dos 40 a 50%. Ou seja, estamos abaixo da média das perdas que foram reportadas em 2015 para o país.
Estamos também neste momento a avaliar consumos que não são faturados, os públicos, onde incluímos os das piscinas, do estádio e do pavilhão municipais. São grandes consumidores de água, e na altura não tínhamos o reporte dos valores de consumos. Estimamos que representem entre 5 a 10%. Neste momento, já foram colocados contadores.”
O combate às fugas, à fraude e o cadastro da rede de abastecimento de água estão no plano do município, com vista a melhorar a distribuição.
“Estamos também neste momento um plano de combate às fugas, às perdas de água e à fraude.
Estamos ainda com um concurso, que no final de maio deverá estar adjudicado, para o cadastro de toda a rede pública do concelho. De referir que são 700 quilómetros quadrados, monitorizar uma rede destas não é feita de um momento para o outro. Mas, os resultados que nestes dois anos de combate e de inversão deste ponto são de relevo.”
Estes dados foram hoje publicados, Dia Mundial da Água, com Macedo de Cavaleiros a abrir o ranking dos menos eficientes na relação de distribuição/faturação de água nas torneiras dos consumidores. Uma análise feita com base em dados de 2015, que, garante a câmara municipal, já não espelha a realidade.
Escrito por ONDA LIVRE



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