Incêndio obriga à retirada de comunidade cigana em Carrazeda

O incêndio florestal que, ontem à tarde, lavrou nas imediações da vila de Carrazeda de Ansiães obrigou à retirada da comunidade cigana, com cera de 60 pessoas, do chamado Bairro do Iraque, onde arderam algumas barracas e viaturas, e morreram alguns animais domésticos.

António dos Santos é um dos moradores que ficou apenas com a roupa que trazia no corpo: “Quando estávamos a voltar, a Guarda já não nos deixou. Vínhamos ver se conseguíamos salvar alguma coisa, como roupa e mercadoria. Tivemos que deixar arder. Arderam os carros e tudo”, relata o habitante.

O presidente da Câmara de Carrazeda, José Luís Correia, esteve esta manhã no acampamento cigano e concluiu que foi acertada a decisão de mandar evacuar o local antes que pudesse ocorrer uma tragédia:A primeira preocupação que tive, tendo em conta que o incêndio se deslocava para nordeste, poderia vir para junto deste acampamento. Dei-lhes ordem de saída, o que foi feito com muita disciplina. Saíram crianças, jovens e alguns adultos, alguns com problemas de mobilidade. Deslocamos-nos para a zona industrial”, explicou o autarca. A decisão revelou-se acertada porque “passada cerca de uma hora e meia o incêndio destruiu parte das barracas deste acampamento”.

O autarca de Carrazeda adiantou ainda que vai ser analisada a possibilidade de a Câmara poder ajudar, pelo menos, na reconstrução das barracas ardidas.

A comunidade cigana de Carrazeda passou a noite no pavilhão gimnodesportivo e nas próprias carrinhas, mas esta manhã já regressou ao chamado Bairro do Iraque.

Informação CIR (Rádio Ansiães)