A escola privada do concelho de Mirandela teve como destino o encerramento de portas, encaminhando alguns alunos para escolas de concelhos vizinhos, como é o caso de Vinhais e Macedo de Cavaleiros, porque não existe oferta de escola pública para o ensino secundário. O encerramento foi confirmado pelo director do colégio, que não quis prestar declarações à comunicação social.
A instituição privada, há dois anos viu o financiamento com o Ministério da Educação ser reduzido, obrigando a que o colégio suportasse a turma do 10º ano, como conta o presidente da Junta de Torre de Dona Chama, Nuno Nogueira.
“Isto já vem de há dois anos com o corte do financiamento particulares.
Portanto, há dois anos não iniciaram turmas em início de ciclo, ou seja, não iniciaram nem o 7º nem o 10º, mantendo-se só os que transitaram, o 8º, 9º, 11º e 12º.
O ano passado só tivemos a turma do 9º e do 12º. Mesmo assim, a escola suportou uma turma do 10º com financiamento próprio.
Este ano, como não houve seguimento, encerramos.”
O encerramento do Colégio é uma perda para a vila, para os alunos, professores e auxiliares.
“Afeta de várias formas.
As crianças porque ficam sem ensino, a economia local porque esta escola dinamizava muito a vila, e também a questão do desemprego porque são cerca de 30 funcionários que vão ficar sem trabalho, o que para uma região do interior é complicado.”
Em 2107, o Ministério da Educação não abriu o procedimento para a celebração de contratos de associação, referindo que existe oferta pública de ensino no concelho. Também no ano passado, a concelhia de Mirandela do CDS/PP promoveu, uma petição que contou com mais de 500 assinaturas.
O colégio de Torre Dona Chama, com actividade iniciada em 1977/78, oferecia ensino também às freguesias de São Pedro Velho, Fradizela, Bouça, Vale de Gouvinhas e Múrias.
INFORMAÇÃO CIR (Rádio Brigantia)

