Em Bragança a debater uma nova Lei de Bases da Saúde, foi esta a convicção deixada pelo deputado do Bloco de Esquerda na Assembleia da República, Moisés Ferreira, que visitou o Hospital de Mirandela e que já, em 2018, tinha passado pelo de Bragança.
“Faltam algumas coisas, mas acima de tudo falta investimento em equipamentos e contratação de profissionais, e não é porque a ULS não queira mas sim porque continua a ter enormes restrições do ponto de vista do Governo, principalmente do Ministério das Finanças, continuam a depender de autorizações para contratar assistentes operacionais. O plano de investimento anual da ULS costuma andar pelos cinco milhões de euros mas eles só conseguem executar cerca de um milhão. “
Moisés Ferreira reclama a valorização do Serviço Nacional de Saúde sendo que a carta do Bloco de Esquerda aponta para a separação clara entre público e privado.
“Estamos a fazer uma sessão sobre a lei de bases da saúde exatamente porque neste momento em especialidade está a ser discutida no Parlamento. O Bloco de Esquerda considera que é preciso uma nova lei de bases para a saúde, porque é preciso substituir e fazer uma nova, revogando a de 1990 que é a do PSD do CDS-PP. Consideramos que essa lei de bases, na altura criada pela direita, tem estado a debilitar muito e gravemente o Serviço Nacional de Saúde.”
A actual Lei de Bases da Saúde, segundo o deputado, tem apenas contribuído para degradar o Serviço Nacional de Saúde.
“Se hoje nós temos falta de profissionais no Serviço Nacional de Saúde, então não podemos ter em vigor uma lei que diz que o Estado deve facilitar a mobilidade dos seus trabalhadores do Serviço Nacional de Saúde para privados, abdicando deles. Se hoje temos até falta de camas de internamento, então não podemos abdicar das camas de internamento que existem no SNS para as dar aos privados.”
Moisés Ferreira frisou que é preciso uma nova em que privado possa existir mas sem se aproveitar do Serviço Nacional de Saúde.
INFORMAÇÃO CIR (Rádio Brigantia)
