Os pedidos de apoio à Defesa do Consumidor duplicaram em relação ao ano passado no nordeste transmontano.
Um aumento que segundo o coordenador da DECO Norte, André Regueiro, comprova que a população está cada vez mais reivindicativa quanto aos seus problemas de consumo:
“A meio do ano já registamos o mesmo número de consumidores apoiados que tivemos ao longo de todo o ano passado.
O reconhecimento e a notoriedade da presença da DECO na região certamente que ajuda a que haja uma maior procura, mas também a necessidade que os consumidores cada vez mais têm de se sentirem informados nesta sociedade de consumo que é complexa e traz bastantes desafios que eles próprios querem transformar em oportunidades. Portanto, procuram muito mais a informação prévia a existir um problema, o que se verifica a nível nacional e aqui na região também. Os consumidores não se conformam com um problema de consumo e tudo fazem para fazer valer os seus direitos. Cada vez mais são positivamente reivindicativos.”
Apesar de as telecomunicações e os serviços essenciais como a eletricidade e a água continuem a ser as áreas que mais levam estes consumidores a recorrer à DECO, as reclamações por práticas comerciais desleais também são frequentes nesta região do país:
“Nesta área territorial em específico, e até pelo tipo de população que tem, que em algumas circunstâncias é mais idosa, verificamos também ainda a ocorrência de muitas situações de aquilo a que chamados de práticas comerciais desleais, ou seja, as vendas agressivas porta a porta e até a organização de viagens que depois, num determinado local, é feita uma apresentação de produtos em que as pessoas se sentem “obrigadas” a comprar. Esse é um setor que nesta área territorial em específico ainda se verifica muito.
Para ajudar os consumidores a esse respeito, em primeiro lugar prestamos informação de que esse tipo de serviço e venda tem uma regulação própria e permite que os consumidores, que de alguma forma não se sintam confortáveis e queiram desistir daquela compra que fizeram em circunstâncias muito específicas, num período de 14 dias possam exercer o direito de livre resolução.”
Há três anos que a DECO presta apoio presencial nos concelhos de Macedo de Cavaleiros e Alfândega da Fé.
Uma presença que recentemente foi também alargada às escolas, embora de forma diferente:
“Desenvolvemos um trabalho nas escolas, através do nosso projeto Deco Jovem, precisamente porque consideramos que os consumidores do futuro precisam cada vez mais de informação relevante sobre estas matérias, para que sejam consumidores mais informados e responsáveis. Temos as questões da sustentabilidade e da alimentação saudável, pois são assuntos que despertam muito a atenção dos consumidores mais jovens. Temos uma enorme adesão por parte das escolas e dos alunos a estas temáticas.
Já fizemos sessões em Alfândega da Fé e Macedo de Cavaleiros. Neste ano letivo temos também como objetivo voltar às escolas, em especial no mês de outubro que é o mês do Dia Mundial da Poupança, onde vamos fazer alguns trabalhos de formação, informação e até com dinâmicas interessantes para os alunos.”
Fora os dias de apoio presencial dos juristas da DECO, a assistência em Macedo de Cavaleiros é diária através do gabinete sediado no Edifício da Casa do Povo, na cidade.
Escrito por ONDA LIVRE

