No início desta semana, autarcas transmontanos e galegos reuniram-se em A Gudiña, Espanha, para pedir a concretização da ligação internacional entre Macedo de Cavaleiros, Vinhais e aquela localidade.
Para já conseguiram a garantia por parte do vice-presidente da Junta da Galiza, Alfonso Rueda, de que vai apresentar a reivindicação como uma prioridade em futuras cimeiras ibéricas.
Uma posição do autarca espanhol “lógica” para o presidente da câmara de Macedo, Benjamim Rodrigues:
“Vejo com toda a lógica esta posição porque a Galiza vê como prioritária esta ligação transfronteiriça.
É uma ligação que falta e é crucial para ligar uma das principais vias de Espanha, a Autoestrada 52 das vias baixas, com a nossa IP2 em Macedo de Cavaleiros. Aliás, sempre foi falado como a ligação A Gudiña – Macedo de Cavaleiros.
Da autoestrada espanhola à fronteira são 7 quilómetros, não é problemático, e depois a restante ligação, a Vinhais, seria agilizado e negociado em sede de Governo.
É uma reivindicação de todo o território de Trás-os-Montes que em nada compromete outras ligações que já estão previstas.”
Apesar dos atrasos no arranque do comboio de Alta Velocidade Espanhol (AVE), o facto de A Gudiña ter uma estação é um dos fundamentos para esta reivindicação, sublinhou o presidente do município de Vinhais, Luís Fernandes:
“Para o concelho de Vinhais, tenho a certeza que esta ligação era estratégica e era fundamental ainda mais para alavancar quer o norte de Portugal quer a região da Galiza. Eu peço é que entre todos esta ligação seja uma realidade”
Também o presidente da Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes, Artur Nunes, pede união e valoriza a necessidade de um entendimento em relação às prioridades para que a obra avance dos dois lados da fronteira:
“Quisemos transmitir uma ideia de união e de que cada vez mais estamos preocupados com estas ligações transfronteiriças, uma vez que já foram reivindicadas várias vezes.
Achamos que os espanhóis têm aqui uma palavra a dizer e têm cada vez mais de tomar decisões firmes e concretas sobre estas ligações transfronteiriças.”
O maior esforço para construção desta ligação seria do lado português, já que implicaria a construção de 50 quilómetros de estrada entre o fim do IP 2 em Macedo e a fronteira, ao passo que em território galego o traçado será apenas de 7 quilómetros.
Na reunião foram ainda apresentadas as pretensões da CIM Terras de Trás-os-Montes da criação de ligações transfronteiriças ferroviárias e plataformas logísticas também a nível internacional.
Foto: Jornal Nordeste
Escrito por RÁDIO BRIGANTIA e ONDA LIVRE

