Projeto PISA para as escolas chegou à CIM Terras de Trás-os-Montes

Projeto PISA para as escolas chegou à CIM Terras de Trás-os-Montes

Este é um programa internacional de avaliação dos alunos, que pretende avaliar a forma como os mesmos se desempenham a nível da matemática, leitura e ciências, num contexto adaptado à vida real.

O programa existe desde 2000, a nível internacional, e Portugal participa desde a sua criação. Durante o último ano, 100 agrupamentos de escolas participaram no projeto, sobre o qual explica mais Gonçalo Xufre, coordenador do projeto em Portugal:

“Fizemos a aplicação em Portugal em cerca de 100 escolas, o que envolveu quase 4000 als. Tivemos agora os resultados que cada escolar recebeu, que permitiram também fazer a integração por região. Tivemos 45 municípios envolvidos, quatro comunidades intermunicipais, entre elas a de Terras de Trás-os-Montes, e cada um deles tem agora o seu relatório PISA que demonstra como é que os alunos do seu território estão a desenvolver as competências no domínio da Matemática, da leitura ou das ciências.”

A nível da CIM-TTM, os relatórios finais demonstram algum défice e insucesso escolar relativamente a outros agrupamentos do país. Ainda assim, Jorge Fidalgo, presidente desta comunidade, considera que o trabalho que tem sido feito é bastante positivo:

“Estamos a conseguir alguns resultados positivos, embora ainda continuemos, relativamente a outros territórios, com défices no que respeita, quer ao abandono, quer ao insucesso escolar. No entanto, o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido é positivo, significa que estamos no bom caminho e que é este o processo que temos de interagir.

Quando analisamos estes tipos de resultados, sou da opinião de que temos de ter sempre em conta todas as variáveis que contribuem para os resultados.

Sabemos perfeitamente qual é a retaguarda sócio-económica dos nossos alunos, sabemos quais são as condicionantes em territórios de muita baixa densidade, onde há alunos que, por vezes, demoram mais de uma hora a chegar à escola.”

João Gonçalves, Director-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), sublinhou que esta análise pode ser um ponto de viragem para o sucesso dos alunos em várias escolas do país:

“Não vale a pena identificarmos sucesso ou insucesso se não for depois para na ação educativa procedermos a alterações às metodologias que estão a ser usadas em cada escola.

As escolas aqui têm basicamente três indicadores: na média, acima ou abaixo dela. Face a essa identificação da sua posição, podem ter a oportunidade de repensar internamente as suas práticas dentro da sala de aula, no trabalho colaborativo, na inovação educativa e na inclusão no sistema educativo.

Portanto, estes dados serão um fermento de inovação educativa para as escolas.”

Cerca de quatro mil alunos foram mobilizados para representar os diversos agrupamentos escolares. Ao nível da CIM-TTM, os resultados foram apresentados numa palestra em Macedo de Cavaleiros.

Escrito por ONDA LIVRE

 

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