A informação foi avançada pelo sindicato dos Enfermeiros do Porto que esteve reunido, ontem, com a administração da ULS. De acordo com o dirigente sindical, Pedro Costa, a instituição disse precisar destes enfermeiros, no entanto, a falta de dinheiro e os entraves da tutela provocam esta precariedade:
“Percebemos nesta reunião que a instituição tem interesse em manter os enfermeiros, em aumentar o número e abrir um concurso para estes profissionais. O problema é que tudo isto esbarra na tutela que não dá autorização, não dá um orçamento para que isso aconteça, e depois o que se passa é que temos aqui áreas muito sensíveis nomeadamente a urgência, onde também existe falta de enfermeiros. Essa mesma falta leva a que a própria instituição não possa colmatar isso por falta de verbas.”
Além de haver contratos precários, há ainda falta de enfermeiros. Um problema que pode levar ao fecho de vários serviços na Unidade Local de Saúde do Nordeste:
“Estamos a falar de cerca de 50 enfermeiros, se esses 50 profissionais que temos aqui não virem os seus contratos renovados, corremos o risco de ter serviços que vão ficar completamente desfalcados sem profissionais. Alguns desses serviços não têm mais de 10 ou 15 enfermeiros, nós estamos a falar de 50. Se esses profissionais estivessem todos num serviço, vou-lhe dar um exemplo: o serviço de urgência tem cerca de 45 enfermeiros, se os 50 que estão aqui a nível precário estivessem a trabalhar na urgência a urgência teria de fechar.”
Devido às condições salariais, muitos enfermeiros acabam por procurar outro local de trabalho, provocando falta destes profissionais:
“Profissionais neste momento dada a carência a nível nacional vão procurar zonas onde possam efetivar e serem valorizados. O que é que isto significa? Nós podemos ter aqui profissionais que estão aqui à oito ou nove meses, e que de hoje para amanhã possam ir para outra instituição, porque lá lhes dão um contrato definitivo. O que é que isso vai originar? Vai originar que eles fiquem desfalcados.”
A Unidade Local de Saúde do Nordeste tem cerca de 750 enfermeiros. Ainda assim, um número insuficiente para as necessidades. 50 têm contratos precários.
INFORMAÇÃO CIR (Rádio Brigantia)

