Estava agendada para esta terça-feira a reunião de Câmara Mensal pública do executivo de Macedo que acabou por ser suspensa, por falta de quórum, depois dos três vereadores do PSD abandonarem a sessão, ao iniciar do período antes da ordem do dia.
Recusaram-se a participar devido ao facto do presidente da Câmara, Benjamim Rodrigues, estar ausente da sessão, na qual se iria deliberar o pedido de demissão da diretora Cristina Ferreira e a exoneração do diretor João Paulo Fraga, justificou Clementina Gemelgo, vereadora da oposição :
“Não conseguimos compreender a ausência porque entendemos que tenha outros compromissos mas, a exemplo do que acontece noutras situações, a secretária ou outra pessoa da câmara telefona a pedir para trocar a reunião para outro dia em que o sr. presidente possa estar presente.
São situações demasiado importantes a nível do funcionamento interno da Câmara e também da atualidade política, sobre a qual queríamos questionar também o sr. presidente. Na ausência dele entendemos que não há quem faça esse trabalho, sendo ele o líder do Município.
Para nós é inexplicável ter chegado a esta posição drástica sem nunca se ter feito referência a qualquer mal-estar ou falta de colaboração entre as partes.”
A também presidente da Concelhia do PSD explicou que o partido não emitiu nenhum comunicado sobre a saída dos dois diretores de departamento por aguardarem explicações de Benjamim Rodrigues.
Uma situação que para Clementina Gemelgo é incompreensível e “pouco transparente”:
“Não conseguimos compreender como é que um dos diretores pede demissão em novembro, é aceite agora e a reboque, sem causa aparente ou, se calhar, com causa e efeito, é demitido o diretor do outro departamento.
Isto preocupa-nos porque foi um procedimento relâmpago, pouco transparente e feito em cima do joelho. Saem de uma assentada só dois diretores, quando nada o fazia prever.”
E, de acordo com a presidente da concelhia laranja, mais estranho se torna quando os dois diretores eram, frequentemente, elogiados:
“Nas reuniões de câmara, não raras vezes são feitos elogios à capacidade de trabalho, à seriedade e ao empenho dos dois diretores. É facilmente comprovada que, frequentemente ou sempre, os diretores, tanto um como o outro, têm intervenções no sentido de nos explicarem, mais em detalhe, as perguntas e questões que lhes colocamos.
Vimos que no pedido de demissão da sra. diretora ela alega falta de colaboração e nós estranhamos, porque um presidente tem de ter liderança e prevenir, acautelar e solucionar problemas de falta de colaboração,
A sra. diretora diz também que a estrutura está neste momento pesada e nós perguntamos: se ela está pesada com a divisão em dois departamentos, se agora são extintos, este peso vai recair em quem?”
Clementina Gemelgo diz que o PSD de Macedo de Cavaleiros está preocupado com o que dizer ser o “desgoverno” da Câmara Municipal:
“Este não comunicar aquilo que se passa no Município, preferindo faltar à reunião, é um exemplo cabal do desgoverno que vai nesta casa, que preocupa a todos os macedenses, pensamos nós, e ao PSD de Macedo em particular.
É verdade que no primeiro mandato Benjamim Rodrigues perdeu o vice-presidente e uma vereadora, vai a meio do segundo mandato e já perdeu um vereador, dois diretores e cerca de duas dezenas de técnicos e administrativos qualificados, o que quer dizer que este é um barco à deriva.”
Aquando da justificação apresentada pelos três vereadores pelo abandonar da reunião, o vice-presidente da autarquia, que presidia à sessão, justificou que Benjamim Rodrigues não estaria presente por se encontrar fora do país, em serviço.
A Rádio Onda Livre tentou chegar à fala com o presidente, Benjamim Rodrigues, mas sem sucesso.
Escrito por ONDA LIVRE

