O projeto para a reabilitação das Naves do Parque Municipal de Exposições, em Macedo de Cavaleiros foi aprovado. O anúncio foi feito esta terça-feira, pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), em Bragança.
Num investimento que será de 5,1 milhões, com um financiamento de 2,4 milhões, do Norte 2030.
Este é um motivo de regozijo para o autarca de Macedo de Cavaleiros, Benjamim Rodrigues, que explica em que vão consistir estes trabalhos de remodelação:
“É assim, nós sabemos que a estrutura principal não irá abaixo, terão que ser removidos os telhados, terá que ser feita toda uma estrutura de revestimento nova e depois acrescentar cerca de um terço mais, a todo o pavilhão, para precisamente conseguirmos ter espaço para instalar tudo aquilo que nós necessitamos. E também um espaço para toda aquela gente que nos solicita, como aconteceu agora na Feira de São Pedro, em que nós optamos por sacrificar o espaço para expositores, para termos um pavilhão tecnológico e um espaço gaming. E obviamente que se tivéssemos já esse espaço não precisávamos de recusar algumas propostas de comerciantes para vir para a nossa feira. Portanto, eu penso que isso será uma mais-valia em todos os sentidos.”
O projeto contará com uma segunda fase, que vai ser realizado no âmbito do arranjo urbanístico em redor das naves do parque de exposições. Benjamim Rodrigues garante que esta é uma obra estruturante:
“Sim, entre várias obras que nós temos previstas, esta será uma daquelas que é estruturante, é uma proposta para alavancar a economia, a realização de feiras, como sabe, o nosso espaço já era insuficiente e nós teríamos sempre que fazer ali alguns improvisos,improvisos que ficavam muito caros, portanto, é melhor termos um pavilhão efetivo com capacidade e não andarmos sempre ali a fazer acrescentos com tendas e, enfim, com todos os incómodos que isso traz, nomeadamente quando é na feira da caça, não termos ali eficiência energética, andamos sempre a ter que aquecer os espaços, o que se torna desconfortável.”
Para a região, a CCDR-N também aprovou outros projetos que estão em curso, e que considera prioritários, e que tem como meta conseguir ter uma taxa de execução a 100%. Os projetos são o Museu da Língua Portuguesa, do Município de Bragança, com um investimento de 18,3 milhões e um financiamento de 5 milhões; o Centro para a Inovação e Qualificação em Saúde Sustentável, do Instituto Politécnico de Bragança, com dotação de 14,1 milhões e um financiamento de 3 milhões.
Escrito por Rádio ONDA LIVRE
Jornalista: Maria João Canadas

