Rogério Rodrigues é o novo diretor do Agrupamento de Escolas de Macedo de Cavaleiros, num mandato de quatro anos, que vai durar até ao ano de 2029.
O professor de 59 anos, de educação especial, que trabalha há 25 anos no Agrupamento de Macedo, pretende acima de tudo ajudar os jovens na sua realização escolar:
“O que eu espero é realizar um sonho que tenho desde há muito tempo, quero fazer com que os jovens e as crianças de Macedo de Cavaleiros
tenham nesta instituição, o apoio necessário para poderem realizar os seus sonhos. É essencialmente isso.”
Também desempenhou funções de coordenador de equipa multidisciplinar de apoio à educação inclusiva. Assume que este é um cargo de responsabilidade, mas também um desafio:
“Tenho um sentimento de contentamento e também sinto muita responsabilidade por assumir a direção desta instituição, que é muito grande, tem muitos docentes e alunos. Talvez seja a segunda ou a terceira maior instituição do distrito a nível educacional, a nível do ensino básico e secundário.”
Paulo Dias é o diretor cessante, que assumiu o cargo durante 24 anos e por isso é tempo de fazer um balanço:
“Olhe, foram 24 anos de grandes mudanças, a educação mudou radicalmente, passámos pela constituição dos agrupamentos de escolas, pelo encerramento das escolas nas freguesias, nomeadamente os jardins de infância e as escolas de primeiro ciclo. Tivemos que criar uma cultura diferente em que tivemos professores da educação pré-escolar ao décimo segundo ano a trabalhar em conjunto, a tomar decisões em conjunto nos diferentes órgãos. E no fundo acompanhamos a evolução que o mundo teve, passámos pela pandemia. Foram assim 24 anos cheios de muita mudança e de muito trabalho.”
E por isso destaca os momentos mais marcantes do tempo que assumiu funções de diretor do Agrupamento, sobretudo o regresso às aulas após pandemia da covid-19:
“Tenho vários, tenho muitíssimos, para já porque ao longo destes anos recebemos imensos prémios e reconhecimentos. Se calhar posso lhe dizer que o momento mais difícil que tive enquanto diretor foi lidar com a pandemia, principalmente o regresso às aulas. Depois tivemos um reconhecimento nacional por uma medida que tomámos, que foi a criação de uma disciplina que foi a Nossa Terra, que foi distinguida a nível nacional pela Direção-Geral da Educação e foi algo que deu muita visibilidade ao nosso trabalho.
E depois agradou-me particularmente poder criar uma sala para ensino estruturado, que na altura designávamos que era uma sala de apoio a alunos com síndrome de Asperger ou autismo. Também o nosso Centro de Ciência Viva, que criámos. E que funciona maravilhosamente bem. A inauguração do Centro Escolar, que juntou o primeiro ciclo e proporcionou às crianças do concelho uma igualdade de oportunidades que antes não acontecia.”
Paulo Dias vai continuar a dar aulas de português ao 2º ciclo, no Agrupamento de Escolas de Macedo de Cavaleiros.











