José Manuel Fernandes, esteve em Mirandela, na apresentação da candidatura da AD à Câmara Municipal. O ministro deu o exemplo da integração da Direção Regional de Agricultura no Norte na CCDR para justificar a sua acusação.
Garante que a nomeação de Vice-presidente da CCDR-N para a Agricultura terá efeitos positivos já nos próximos programas operacionais regionais.
O Ministro da Agricultura acusa o Partido Socialista de “tentar destruir a agricultura” e o exemplo mais claro dessa intenção esteve na decisão de integrar as direções regionais de agricultura na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR):
“Ainda tenho dificuldade em perceber, mas o governo do Partido Socialista tentou destruir a agricultura. E tenho dificuldades em perceber porque considero que politicamente não ganharam nada e o país perdeu muito. A única explicação que tenho encontrado é de que não gostavam dos agricultores porque consideravam que não estavam muito empenhados na causa socialista. E bem. Não estão, nem nunca estarão”, disse, em Mirandela, no domingo, José Manuel Fernandes, durante a sua intervenção na apresentação da candidatura de Paulo Pinto a presidente da câmara de Mirandela, nas autárquicas de 12 de outubro, pela coligação AD.
E para reforçar a sua tese do desmantelamento das direções regionais de agricultura, o Ministro que tutela o setor no Governo AD revela o que lhe foi transmitido por Paulo Ramalho quando iniciou as funções de vice-presidente da CCDR-Norte, para a área da agricultura, no momento em que se deparou com a realidade da ex-Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, em Mirandela.
“Quando ele tomou posse, um dos lamentos que teve e fotografias que me enviou, é que os recursos que tinha para ir ao terreno eram viaturas Renault 4 L de 700 mil quilómetros que não podiam ir para a estrada. Isto é a tentativa de desmantelar tudo. Claro que é muito mais fácil destruir do que depois reconstruir”, afirmou.
Mas, o Ministro da Agricultura garantiu que este governo está, aos poucos, a reconstruir o setor e explica porque considera que a nomeação do vice-presidente da CCDRN para a área da agricultura é de vital importância.
“Ele depende do Ministro da Agricultura, exerce as funções de Diretor Regional e há algo que não tem sido devidamente percecionado, também por culpa nossa”, admite.
“Até agora, os Programas Operacionais Regionais foram só elaborados pelo Ministro da Coesão. E no Norte estamos a falar 3.400 milhões de euros. Com a alteração da lei que fizemos, o próximo Programa será elaborado em igualdade de circunstâncias pelo Ministro da Agricultura e pelo Ministro da Coesão. Isto significa uma coisa muito importante também”, acrescentou.
INFORMAÇÃO CIR (Escrito e fotografia por Rádio Terra Quente)

