Trás-os-Montes perde peso no azeite nacional apesar da qualidade e enfrenta pressão climática

Trás-os-Montes mantém-se como uma região de referência na produção de azeite de elevada qualidade, mas tem vindo a perder peso no panorama nacional, num setor em forte expansão, sobretudo no sul do país.

Portugal é hoje o sexto maior produtor mundial de azeite e exporta cerca de metade da sua produção, num crescimento sustentado pelo investimento e pela modernização agrícola. No entanto, a realidade transmontana segue um caminho distinto, marcado pelo olival tradicional e por desafios estruturais.

Segundo Patrícia Falcão, secretária-geral da Federação Nacional das Cooperativas de Olivicultores, FENAZEITES, o setor vive duas dinâmicas muito diferentes no território nacional:

Apesar do crescimento global da produção nacional, a região transmontana enfrenta limitações que dificultam a sua competitividade:

A modernização do setor foi um dos fatores determinantes para o crescimento do azeite português, com impacto direto na forma de produção e transformação:

A par da modernização, surgem desafios cada vez mais evidentes no interior do país, especialmente ligados às alterações climáticas e à escassez de água:

Apesar dos desafios, Trás-os-Montes mantém-se como guardião de variedades autóctones e de um modelo de produção tradicional, cada vez mais pressionado pela evolução do setor e pelas exigências da competitividade internacional.

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