O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins (STAL) contesta a intenção da empresa FCC, responsável pela recolha de resíduos sólidos urbanos, de eliminar três postos de trabalho em Bragança, associados ao serviço de lavagem e desinfeção de contentores e das áreas envolventes.
O coordenador da Direção Regional de Bragança do STAL, Francisco Marcos, considera que se trata de um serviço essencial para a população e questiona a decisão da empresa, que aponta a automatização e a centralização da atividade como justificações para a medida:
“É uma decisão que muito nos surpreende, de eliminarem este posto de trabalho, porque é um trabalho que é necessário.”
O responsável sindical levanta ainda dúvidas sobre os motivos da decisão, salientando que um dos trabalhadores abrangidos é delegado sindical e os restantes são associados do STAL.
Francisco Marcos defende que, caso a empresa pretenda alterar os métodos de trabalho, deveria apostar na formação dos funcionários, em vez de avançar com a eliminação dos postos de trabalho:
“Se houvesse outra forma de trabalhar e de fazerem as coisas de outra maneira, aquilo que teriam que fazer é dar formação aos trabalhadores e eles executarem essa tarefa.”
O sindicato adianta que já respondeu à comunicação da empresa e garante que vai contestar a medida caso a intenção de despedimento avance.
Francisco Marcos admite recorrer a todos os mecanismos sindicais e judiciais disponíveis para defender a manutenção dos três postos de trabalho:
“Temos as nossas medidas e reivindicações sindicais através do sindicato e temos também os meios judiciais, que nos estão à mão. Se assim for, iremos pôr esses meios para que não aconteça este despedimento.”
O STAL garante que vai continuar a acompanhar a situação e admite recorrer aos tribunais caso a FCC avance com os despedimentos.
Para já, o sindicato aguarda os próximos passos da empresa.

