Os refeitórios das escolas de Macedo de Cavaleiros estão, desde o início deste ano, concessionados a uma empresa externa, que atua na região norte, que serve cerca de 300 escolas.
A mudança tem motivado algumas queixas, conforme explica a presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas, Irene Gabriel, apesar de acreditar que se trata de uma fase de adaptação. A isto, ainda se juntou uma avaria no banho-maria, que fazia com que a comida chegasse fria ao prato dos alunos.
“Alguns alunos consideram que melhorou, mas a grande maioria não. A confeção, em alguns dias, não era aceitável. O problema da avaria, que fazia com que a comida fosse servida fria, também não ajudou.
Os estudantes, e o corpo docente, estavam habituados a outro tipo de confeção e de apresentação, que antes era, de facto, melhor.”
Já Paulo Dias, diretor do Agrupamento, garante que está “sossegado” nesta matéria.
“Enquanto diretor, posso dizer-lhe que estou sossegado em relação ao refeitório. Periodicamente também vou lá almoçar, para ver como está a correr, assim como dois pais, que nós convidamos, e que vêm todos os dias comer ao refeitório, para fazerem depois uma avaliação do que foi servido. A esmagadora maioria dos pais assinala o serviço como aceitável e até bom.
Apesar de, nesta fase, os pais e os alunos nos dizerem que a comida era muito melhor, a verdade é que o maior problema que tínhamos antes eram os pratos cheio de comida que iam para o lixo. Servíamos uma posta de salmão com legumes e batata cozida, e os alunos não gostavam. A ementa era o ponto mais fraco da escola.
Hoje, os pratos vão limpos. Alguma coisa terá mudado para melhor.”
Esta mudança, afirma ainda Paulo Dias, permitiu um conforto no número de funcionários, visto que com esta concessão a um privado, ficaram 10 auxiliares disponíveis para outros serviços. Fica assim normalizada uma situação que vinha a repetir-se há quase uma década.
“Optámos por esta solução porque desde 2007 que arrancávamos com carência de funcionários. Depois, íamos negociando, e a Administração e a autarquia iam-nos colocando funcionários, que iam resolvendo o problema.
Este ano, isso não aconteceu. Efetivamente, a autarquia colocou os funcionários, dentro da sua responsabilidade, mas a Administração não. Alegam que não faz sentido continuar a ter dois serviços replicados, no Polo 1 e na Secundária, como a cozinha, a portaria e o bar dos alunos, mas que não funcionam de for de outra forma.
E também tive de tomar uma decisão. Era tempo de estabilizar os funcionários. Era importante que houvesse um trabalho de continuidade. Que os funcionários saibam as regras da casa, do nome dos alunos, que conheçam as famílias.”
Em termos financeiros, também há vantagens destacadas por Paulo Dias.
“Em termos financeiros, há duas vantagens: acabaram os encargos com a contratação das pessoas que vinham para as cozinhas, através do IEFP, tanto para a escola, como para a autarquia e para a Associação de Pais, que nos ajudou no ano passado; e, por outro lado, criam-se postos de trabalho no concelho, porque, apesar de a empresa ser de fora, contratou pessoas daqui, que estavam no desemprego.”
Declarações este sábado de manhã, à margem da primeira sessão “9 meses, 9 temas”, promovida pela Associação de Pais e Encarregados de Educação. Encontros que se vão replicar nos próximos meses, com outros temas em destaque, inerentes à vida escolar. Em março, o espaço será dedicado à biblioteca escolar e em Abril, mês da prevenção dos maus tratos na infância, esse deverá ser o assunto em destaque.
Escrito por ONDA LIVRE


