Um grupo de 26 professores do Instituto Politécnico de Bragança está em risco de perder o emprego, devido à lei que os obriga a concluir o doutoramento até julho.
A legislação obrigava a que o grau de doutor fosse atribuído aos docentes dos politécnicos até Agosto do ano passado sob pena de não verem o contrato renovado.
O prazo foi, entretanto, prolongado até ao próximo mês de Julho. Mesmo assim, centenas de professores têm o lugar em risco.
O presidente do Instituto Politécnico de Bragança, Sobrinho Teixeira, explica que alguns docentes já abandonaram a instituição e outros estão a fazer novos tipos de contratos, perdendo os direitos adquiridos até agora.
“No IPB como em todos os institutos há pessoas que não cumpriram e, segundo o que estava estipulado na lei, não poderiam continuar com o contrato que estava em vigor. E, nesse aspeto, alguns rescindiram, outros fizeram outro contrato de uma forma diferente com o IPB e outros professores preferiram agarrar outras oportunidades noutras situações.”
O Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos e os sindicatos estão em negociações com o governo, mantendo ainda a esperança numa solução para os professores que se encontram nesta situação.
“Sabemos que essa situações está a ser muito pressionada pelos sindicatos do ensino superior, está a ser negociada com o ministério também, o próprio conselho dos politécnicos têm um presidente representante nesse grupo de trabalho. Ainda não sabemos o resultado nem qual vai ser a abertura do próprio ministério para haver uma alteração à própria lei, houve uma recomendação da Assembleia da República para que isso fosse tido em conta, ou seja, para que o processo fosse organizado e visto de outra forma, vamos esperar para ver o que vai resultar dessa análise.”
Alguns dos professores em risco tinham já uma forte ligação com a instituição, o que, para o presidente do IPB, pode significar uma perda importante.
“Muitos deles já tinham algum saber acumulado, portanto, nesse aspeto é uma perda porque havia já um grande conhecimento na relação que eles tinham com a casa e com os alunos, e, portanto, não houve nada a fazer, teve-se de cumprir a lei, não sei se vai haver ainda alguma abertura em função daquilo que vai ser agora determinado desse grupo de trabalho.”
Mais de duas dezenas de professores do Instituto Politécnico estão em risco de abandonar a instituição por não concluírem o doutoramento até ao próximo mês de Julho.
INFORMAÇÃO CIR (Rádio Brigantia)

