A música que une os povos – um Festival de Música tradicional que já é tradição

A cultura expressa em música.

É muito possível, e foi o que aconteceu pela décima quinta vez, no Festival Internacional de Música Tradicional, em Macedo de Cavaleiros.

Este ano, estiveram presentes os Bogi Jui, “Sons da Terra”, diretamente da Guiné-Conacri. Leandro Bianchi, estranhamente argentino, Sila e Mohamed falaram connosco para nos explicar o que transmitem os ritmos africanos.

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Mohamed- É música tradicional da Guiné. Fala de coisas da vida. Tem felicidade, tem raiva, tudo transmitido nos nossos instrumentos e nos nossos ritmos. É a cultura guineense expressa nos nossos ritmos.

Leandro- Por isso é que o nosso do projeto se chama “Sons da Terra”

 

De música tradicional portuguesa conhecem o Fado, e respondem assim quando perguntamos se o acham triste.

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Mohamed- A meu ver, toda a música tem a sua energia. Por isso, é o libertar de energia.

Jornalista – A vossa música é mais animada? É para dançar?

Sila – Sim, África dança!

Leandro Bianchi – Mas podem chorar, podem fazer o que quiserem! (risos)

Mohamed – Temos de tudo: para dançar, para sorrir, temos percussão…

Jornalista- Hoje, vamos dançar com vocês?

Mohamed- Sim, e temos muitas surpresas, porque achamos que as pessoas aqui são muito boas.

O Festival, que tem como palco a Praça das Eiras, já é também ele tradicional, e exigido pela população. E é uma boa forma de atrair turistas, garante Duarte Moreno, presidente do município.

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Ao longo de dois dias, houve 6 concertos, com grupos locais, outros vindos de Espanha e um grupo da Guiné-Conacri. A eles juntaram-se outros grupos musicais, que animaram não só o festival, mas também as ruas da cidade e a Praia da Ribeira, no Azibo.

A música – a prova provada de que existe uma língua que se sobrepõe a todas as outras.

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Escrito por ONDA LIVRE