IPB vai passar a realizar testes de diagnóstico de Covid-19 nos seus laboratórios

IPB vai passar a realizar testes de diagnóstico de Covid-19 nos seus laboratórios

O Instituto Politécnico de Bragança vai passar a realizar os testes de diagnóstico de Covid-19 nos seus laboratórios.

Perante a dificuldade de os laboratórios de saúde pública realizarem os testes de diagnóstico do novo coronavírus, o IPB vai assim dar o seu contributo para a gestão eficaz da actual crise sanitária no distrito, evitando que os testes aos suspeitos de ter contraído a doença tenham de ser enviados para o Porto. Segundo Orlando Rodrigues, as análises começam a ser feitas na próxima semana:

“As instituições científicas têm essa capacidade e conseguem fazer essas análises utilizando metodologias científicas de base, portanto o que fizemos foi adaptar os nossos laboratórios, disponibilizar os nossos equipamentos e reunir uma equipa grande.”

 

Hoje, o IPB assinou assim dois protocolos: um com a Unidade Local de Saúde do Nordeste e outro com o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, visto que um dos objectivos é contribuir para que rapidamente sejam feitos testes em todos os lares do distrito, como salientou a ministra da tutela, Ana Mendes Godinho:

“O IPB garantirá a realização de 5 mil testes a profissionais que trabalham nos lares, essa é a prioridade. Em primeiro lugar será feito naqueles lares em que os trabalhadores voluntariamente, durante 7 ou 14 dias, trabalham no lar e em segundo lugar, em função da dimensão do lar, para conseguir intervir naqueles lares em que têm maior número de utentes e trabalhadores.”

 

O programa é nacional e envolve várias instituições de ensino superior. O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, também esteve presente na cerimónia de assinatura dos dois protocolos e valorizou o uso das capacidades das universidades e politécnicos no combate à Covid-19.

A Comunidade Intermunicipal Terras de Trás-os-Montes já tinha pedido que os testes fossem feitos em Bragança e não tivessem que ser enviados para laboratórios do Porto. O presidente da CIM, Artur Nunes, fica agora satisfeito com a redução do tempo de espera dos resultados.

Em Bragança, as análises vão começar a ser feitas no IPB na próxima semana por uma equipa de mais de 30 pessoas. O tempo médio de análise previsto neste laboratório é de 5 horas, quando a espera pelos resultados até agora podia chegar às 72 horas.

O IPB e a ULS Nordeste estimam realizar de imediato 174 análises por dia, capacidade, que numa segunda fase, duplicará.

 

INFORMAÇÃO E FOTO CIR (Rádio Brigantia) 

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